Como o aumento da taxa de juros afeta o crescimento do país?

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Publicado em: 20/04/2021

Com o Comitê de Política Monetária do Banco Central tendo promovido o aumento da taxa de juros (Selic) para 2,75%, surgem as dúvidas sobre como a economia do país e a vida dos brasileiros serão impactados.

A elevação já era, inclusive, esperada pelo mercado financeiro, que agora se prepara para as possíveis mudanças. Entenda como a alta da taxa de juros pode afetar o crescimento nacional.

Destaques da notícia:

  • Aumento da taxa Selic levará à queda no consumo das famílias.
  • Expectativa do Banco Central é controlar a inflação com sucessivos aumentos.
  • Medida pode também reduzir a oferta de empregos e dificultar o crescimento do PIB brasileiro.

O que é a taxa Selic?

A Selic é um dos principais indicadores econômicos brasileiros e representa a taxa básica de juros do país. Como mencionado acima, ela é fixada pelo Banco Central e atua na política nacional de controle de inflação.

O órgão anunciou em março que o indicador aumentaria para 2,75% ao ano. Em agosto de 2020, o comitê tinha realizado o nono corte consecutivo da taxa, que alcançou seu menor patamar histórico nos últimos anos.

Qual é a importância do índice?

Controlar a inflação é o principal objetivo da política monetária do Banco Central por meio da Selic. O trabalho visa manter a estabilidade dos preços e preservar o poder de compra da moeda brasileira.

Uma vez que o aumento dos juros cobrados nos empréstimos e financiamentos ficam mais altos, por consequência desestimula o consumo e favorece a queda da inflação.

Ainda que a Selic não seja o único fator determinante da saúde econômica do país, é um importante termômetro.

Uma taxa de juros estável e uma inflação baixa permitem que empresas e famílias planejem melhor seus investimentos, o que contribui para o desenvolvimento do Brasil como um todo.

O que motivou o aumento da taxa de juros?

Segundo o Banco Central, o último aumento da Selic foi consequência do cenário atual e da avaliação de maior risco de inflação.  

A alta do índice ocorre em um momento delicado para a economia, com a desaceleração do mercado e a intensificação da chamada segunda onda da pandemia da covid-19.

Vale lembrar que este foi o primeiro teste do Banco Central após o Congresso aprovar a autonomia da instituição financeira, em fevereiro.

As projeções dos analistas para a Selic até o fim de 2021 também aumentaram, passando de 4% para 4,50% ao ano. Em 2022 e 2023, a previsão é que a taxa chegue ao patamar de 5,50% e 6%, respectivamente.

Impacto da alta da Selic para as famílias

Como a alta da taxa Selic eleva os outros índices do mercado, uma das consequências mais sensíveis para as famílias e empresas é a que diz respeito à oferta de crédito, que fica mais restritiva.

Por outro lado, tornam-se mais atrativas as aplicações de renda fixa, já que os rendimentos estão atrelados justamente à taxa de juros.

Ainda assim, a tendência é que famílias e empresas busquem reduzir o consumo. Com famílias e empresas consumindo menos, há menos capital no mercado e, por consequência, também há menos oferta de empregos.

Isto acaba levando a uma queda na renda familiar, o que afeta mais uma vez o poder de consumo. A redução na procura de bens e serviços por parte dos consumidores força, assim, os preços para baixo.

Como o aumento da taxa de juros afeta o PIB?

Podemos visualizar, portanto, como o aumento na taxa de juros pode gerar um efeito de bola de neve no poder de compra e consumo dos brasileiros e, assim, acabar impactando também o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Segundo a consultoria Moody’s, a alta da Selic traz riscos para a desaceleração do crescimento econômico em 2021, já que acrescenta um novo peso para a retomada do consumo.

A empresa de consultoria analisa que a expectativa é que a alteração no índice pelo Banco Central consiga ancorar a inflação e, assim, trazer estabilidade para a economia.

Os dados do Boletim Focus do Banco Central do último dia 12/4 apontam uma redução contínua das previsões para o PIB: de 3,23% de crescimento para 3,17% e, agora, 3,08%.

A próxima reunião do Copom – na qual analistas aguardam mais um aumento significativo na taxa de juros – ocorrerá na primeira semana de maio (dias 4 e 5).

Como ficam os juros do consignado?

Se você é aposentado, pensionista ou servidor público, deve estar se perguntando se a elevação da Selic trará consequências para os empréstimos consignados.

Ainda que a mudança afete as linhas de crédito como um todo, no entanto, o consignado continua sendo a modalidade mais competitiva em termos de juros.

Como os consignados estão atrelados a descontos direto na folha de pagamento dos contratantes, os bancos tem mais segurança na concessão dos empréstimos e oferecem condições muito mais atrativas.

Leia também: Taxa de juros do empréstimo consignado 2021

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