Como renegociar dívidas mais caras com os bancos?

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Negociar dívidas mais caras, nem sempre é uma tarefa fácil. Exige tempo e dedicação para chegar ao melhor resultado para os dois lados.

No entanto, pior do que essa situação, é ficar com um débito financeiro pendente. Especialmente, porque isso pode gerar diversas consequências.

Saiba agora como renegociar dívidas mais caras com os bancos e porque deveria fazer isso logo.

O Brasil é um dos países com o maior número de inadimplentes da América Latina. Para evitar cair no vermelho, entrar na lista de mau pagador ou ter o nome no SPC ou Serasa, um dos melhores caminhos é: renegociar as dívidas que estão abertas.

Especialmente aquelas em que os juros são mais altos ou que o saldo devedor é maior. Esse geralmente é o caso de empréstimos, financiamentos ou cheque especial.

Em quais casos renegociar um empréstimo, financiamento ou cheque especial?

A renegociação de empréstimos e financiamentos deverá ser feita no momento em que o contratante perceber que não conseguirá pagá-la.

É importante ressaltar que, o quanto antes o contratante demonstrar interesse em quitar sua dívida, mais rápido e fácil será renegociar.

Para dívidas de cheque especial, o contato com a instituição financeira deverá ser feita imediatamente.

Os juros cobrados no cheque especial e dívida de cartão de crédito são os mais altos entre os tipos de empréstimo pessoal. Esse valor pode chegar a ultrapassar 15% ao mês. 

Portanto, para evitar entrar em uma “bola de neve”, é necessário sempre entrar em contato com o banco para renegociar as dívidas mais caras, o quanto antes. Isso pode evitar que a dívida cresça em pouco tempo, já que os juros geralmente são diários.

Saiba agora quais são os 8 passos indicados para ter sucesso nessa negociação.

8 passos para renegociar sua dívida com o banco

A renegociação de dívida deverá partir do contratante, sempre que este ver uma oportunidade para regularizar a situação junto ao banco.

Para isso existem diversas maneiras. O contratante poderá pedir a renegociação através da internet, presencialmente ou através de eventos como os “feirões para limpar o nome”.

A recomendação dos especialistas é procurar o banco pessoalmente, mostrando ainda mais interesse em resolver a situação.

Mas é preciso ter em mente também outros pontos claros, para iniciar a conversa. Dessa forma, a renegociação da dívida pode ser mais efetiva.

Passo 1 – Tenha uma proposta clara

Ao comparecer ao banco, é necessário ter o valor da dívida atualizado. Isso ajudará tanto no cálculo do saldo devedor, quanto na apresentação de uma contraproposta para quitação. 

Certamente o banco irá apresentar uma proposta inicial. A dica neste ponto é evitar aceitar propostas que não condizem com a sua situação financeira.

Para entender melhor os valores que sobram no final do mês, e que podem ser utilizados para pagar as parcelas da dívida, faça uma planilha de gastos.

Na planilha coloque todas as dívidas fixas como aluguel da casa, pagamento das contas básicas, alimentação e saúde. Depois, coloque os demais gastos. Analise a possibilidade de cortar os gastos supérfluos temporariamente até conseguir quitar a dívida.

Os valores que sobrarem do salário ou renda mensal deverão ser utilizados para o pagamento da renegociação das dívidas mais caras. É o que afirma o consultor financeiro Izaac Ávila:

Sempre que tiver dívidas mais caras, o devedor deve priorizá-las para que elas não aumentem em função das altas taxas de juros

Passo 2 – Analise as cláusulas do contrato

Outro ponto fundamental a fazer antes mesmo de pensar na renegociação é revisar os termos do contrato.

Para ter certeza do que é devido ou do que deveria ser efetivamente cobrado, é preciso rever as cláusulas do contrato.

Todo contrato de empréstimo ou financiamento deve conter os valores cobrados. Isso vale para as dívidas quitadas dentro do prazo e das multas e encargos aplicados, em caso da quitação fora do vencimento.

O Custo Efetivo Total é um dos itens obrigatórios em todo contrato. Verifique se o empréstimo ou financiamento está de acordo com as regras estipuladas em contrato. 

Caso identifique que está sendo vítima de juros abusivos, é possível entrar em contato com o Procon ou Justiça comum e fazer a solicitação de renegociação de dívida.

Passo 3 – Avalie a possibilidade de portabilidade de crédito

Os bancos oferecem hoje a opção de portabilidade de crédito, fazendo com que o contratante saia de uma instituição com juros mais altos e leve seu empréstimo para outro banco, pagando menos juros.

Ao pesquisar a proposta do seu banco, analise também a possibilidade de levar seu empréstimo para outro banco, após a quitação do débito.

Anote todas as informações, inclusive os juros cobrados, e leve essas informações até o banco onde foi feito o empréstimo.

Muitos bancos costumam cobrir a oferta dos concorrentes, oferecendo maiores oportunidades de pagamento para o devedor.

Passo 4 – Avalie antes as opções de negociação que o próprio banco oferece

Uma dica importante é não aceitar a primeira proposta que o banco oferece. Muitas vezes a primeira oferta de renegociação propõe apenas que as parcelas sejam prolongadas, fazendo com que a longo prazo as taxas sejam maiores.

Confirme com o banco todas as possibilidades de renegociação de dívida antes de prosseguir e avalie qual é a melhor para a situação atual.

Passo 5 – Faça sua proposta

Vá ao banco com uma proposta em mente e leve consigo os valores que está disposto a pagar mensalmente. Isso demonstra boa vontade em renegociar a dívida.

Apresentar os valores, assim como estar ciente de todas as cláusulas que constam em contrato, faz com que o contratante esteja munido de informações e evite que seja pego desprevenido com informações desconhecidas.

Passo 6 – Avalie a contraproposta oferecida pelo banco

Muitas instituições bancárias aproveitam a fragilidade do momento para pressionar o acordo de renegociação de dívida. Evite fechar negócio no primeiro momento de renegociação.

É importante levar a proposta para casa, conversar com amigos e familiares e analisar todos os prós e contras de aceitar a proposta. Verifique se o prolongamento das parcelas do empréstimo solucionará o problema, de fato.

Passo 7 – Reforce seu interesse em renegociar a dívida

Demonstrar interesse em deixar de ser inadimplente é o grande primeiro passo para ter uma boa comunicação e relacionamento com o banco que forneceu o dinheiro.

É preciso lembrar que, muitas vezes a renegociação da dívida será um processo mais demorado, e por isso é muito importante manter-se em contato direto para resolver essa questão.

Passo 8 – Se não tiver acordo, recorra a outros métodos

As instituições financeiras normalmente oferecem boas propostas de renegociação, com a intenção de receber o dinheiro emprestado.

Porém, caso não haja um acordo que atenda a necessidade dos dois lados, provavelmente será necessário buscar outras alternativas.

Ir em feirões para “limpar o nome” pode ser uma ótima opção para renegociar a dívida com ótimos descontos nas parcelas e juros menores, como comenta Izaac:

Geralmente, nestas ocasiões os bancos estão interessados em fechar negócios e podem até oferecer possibilidades de pagamento muito mais vantajosas para os contratantes

Em último caso, o contratante poderá entrar em contato com um advogado, para que o mesmo faça a intermediação da renegociação da dívida.

Outra opção pode ser fazer um novo empréstimo para quitar a dívida. Mas, assim como toda decisão financeira, esta deve ser planejada. Saiba se essa opção pode ajudar no seu caso.

Vale a pena fazer um novo empréstimo para quitar uma dívida anterior?

Se ao somar todos os juros da dívida atual o total das taxas de juros for maior que os de um novo empréstimo, a resposta é sim. Vale a pena fazer um empréstimo para quitar uma dívida anterior.

Isso porque, geralmente os juros das demais linhas de crédito pessoal, como cartão de crédito e cheque especial são maiores do que o de um empréstimo consignado, por exemplo, como alerta o consultor.

Para as pessoas que podem contratar um empréstimo consignado, a melhor alternativa é eliminar as dívidas mais caras.

Na prática, é como trocar uma dívida por outra mais barata. Mas é claro que isso deve caber do bolso de quem irá pagá-la

Aposentados, Pensionistas, Servidores Públicos, Militares e Trabalhadores de empresas privadas podem recorrer a este recurso para renegociar as dívidas mais caras.

Saiba como funciona essa modalidade de crédito.

Empréstimo Consignado

O empréstimo consignado é conhecido por ter o pagamento das parcelas descontadas direto do salário ou benefício. Assim, como o risco de inadimplência é menor os bancos podem oferecer taxas de juros menores.

Portanto, ainda que o contratante esteja com o nome sujo, consegue contratar essa linha de crédito. Para isso é necessário atender aos pré-requisitos e ter margem consignável disponível.

A margem consignável é o valor que o contratante pode gastar mensalmente a partir do desconto em folha. É válido tanto para o pagamento das parcelas do empréstimo consignado, quanto para o cartão de crédito consignado

Esse limite, determinado pela Lei 10.820/2003, determina que podem ser gastos no máximo 35% do rendimento líquido mensal.

Outra vantagem para quem está com dívidas, é que a partir do empréstimo consignado é possível unificá-las.

Quem tem muitas dívidas, pode trocar todas por um novo empréstimo. Isso ajudará a dar mais visibilidade sobre o que é gasto no mês, além de ajudar no planejamento

O consultor Izaac orienta ainda que, o cuidado é evitar se endividar novamente, sem necessidade. Para que isso não ocorra, aproveite para conhecer os 3 cuidados básicos para não entrar no vermelho mais uma vez.

3 cuidados para não se endividar mais uma vez

Sair do vermelho nem sempre é tão fácil, porém a boa notícia é não é impossível!

Ao conseguir limpar o nome e quitar todas as dívidas, o segundo passo é evitar criar novas dívidas, sem critério.

1 – Planeje seus gastos

Pequenas atitudes poder ajudar a ter um melhor planejamento financeiro. E para isso, basta adotar hábitos simples, mas que podem ajudar a lidar com as finanças.

Entre essas dicas estão:

  • Evite ter vários cartões de crédito;
  • Não faça parcelamentos de produtos e serviços não emergenciais. Prefira, sempre que possível pagar à vista;
  • Analise cada compra com cuidado, identificando sua real necessidade.

Saiba quanto terá de recurso no fim do mês ou de determinado período. Planeje o uso do dinheiro.

2 – Faça um controle financeiro

Por mais óbvio que pareça, todas as pessoas deveriam fazer controle financeiro para evitar gastar mais do que podem pagar.

É importante listar todas as dívidas (incluindo as taxas de juros) e até mesmo as compras de valores mais baixos. Divida entre o que é essencial e o que poderia ser evitado.

Lembre-se também de deixar uma reserva de dinheiro. Isso pode garantir o dinheiro extra para emergências.

3 – Se livre das dívidas mais caras

Com o controle financeiro, ficará mais fácil identificar gastos excessivos e muitas vezes desnecessários. Outra vantagem é, sem dúvida, entender como as dívidas se comportam e quanto custam de fato.

Priorize o pagamento das dívidas mais caras. Prefira eliminar as que têm juros mais alto. Isso é sinônimo de economia e de inteligência ao utilizar o seu dinheiro.

 

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