75% dos brasileiros esperam recuperação econômica apenas em 2022

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Publicado em: 26/04/2021

Com o Brasil ainda enfrentando os severos impactos da pandemia da covid-19, a maioria dos brasileiros adiou as expectativas de recuperação econômica para 2022. É o que mostra pesquisa trimestral da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Radar Febraban.

De acordo com o último levantamento, 75% dos entrevistados acreditam que só haverá melhoras na economia brasileira no ano que vem. Em paralelo, 54% da população acredita que a situação financeira das famílias somente apresentará sinais de recuperação também em 2022.

Destaques da notícia:

  • Expectativas de recuperação foram adiadas com a segunda onda da pandemia.
  • Em dias melhores, brasileiros esperam aumentar consumo em áreas como investimentos, cursos e viagens.

Recuperação econômica

A recente piora da crise sanitária torna compreensível o pessimismo dos brasileiros em relação à recuperação econômica.

Outros dados registrados pela Febraban refletem as previsões da população para os próximos meses:

  • 80% pensa que haverá aumento da inflação e do custo de vida;
  • 76% acha que a taxa de juros vai crescer;
  • 70% opina que o desemprego aumentará;
  • 64% aposta que o poder de compra das pessoas deve diminuir.

Leia também: Como o aumento da taxa de juros afeta o crescimento do país?

Mesmo diante desses prognósticos, parte dos entrevistados se mantém otimista. O levantamento mostra que 23% dos participantes acreditam numa melhora econômica ainda este ano.

Nas regiões brasileiras

A pesquisa da Febraban também analisou as perspectivas da população em relação à recuperação econômica em cada região do Brasil.

A visão mais pessimista, dos que acreditam que a situação será mais positiva só a partir de 2022, foi assim predominante:

  • Sul: 60%
  • Nordeste: 59%
  • Sudeste: 52%
  • Norte: 49%
  • Centro-Oeste: 44%

No Centro-Oeste e no Norte, no entanto, muitos entrevistados acreditam que a economia melhorará ainda este ano  – 32% e 29%, respectivamente.

Expectativa de consumo com a recuperação econômica

O Radar Febraban detectou outros sinais de esperança por parte da população. Os brasileiros expressaram maior expectativa de consumo quando a situação estiver mais normalizada.

Veja os principais desejos dos entrevistados para quando as condições financeiras melhorarem:

Investir na poupança31%
Aplicar em outros investimentos bancários27%
Fazer cursos e melhorar educação pessoal e familiar25%
Viajar25%
Comprar imóvel23%
Reformar a casa21%
Fazer ou melhorar plano de saúde17%
Comprar carro11%
Comprar eletrodomésticos/eletrônicos10%
Fonte: Febraban

A pesquisa da entidade bancária também segmentou os desejos de consumo da população conforme critérios de gênero, faixa etária e renda. Confira:

Fonte: Febraban

Acesso ao crédito

Diante dos recentes aumentos no desemprego, inflação e taxa de juros, as previsões da população em relação a oferta de empréstimos se mostraram divididas.

Segundo o levantamento da Febraban, 35% dos entrevistados acredita que haverá uma diminuição no acesso ao crédito, enquanto 30% aposta no aumento.

Boas perspectivas para o crédito consignado

As expectativas dos brasileiros podem ter sido influenciadas pelo recente aumento da taxa Selic, que tem um impacto em cadeia para todo o setor de crédito do país.

A boa notícia, no entanto, é que os empréstimos consignados continuam apresentando condições vantajosas mesmo com a alta dos juros.

As parcelas desse tipo de crédito são descontadas diretamente do rendimento mensal do servidor ou do aposentado. Com isso, a modalidade acaba sendo uma alternativa menos arriscada para os bancos, que então oferecem condições mais competitivas.

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Avaliação do PIX

O levantamento da Febraban sondou, ainda, as avaliações dos entrevistados a respeito do Pix:

  • 43% fizeram e 31% receberam transferências por meio do Pix;
  • 37% fizeram e 32% receberam pagamentos com o Pix;
  • 91% atribuem notas de 7 a 10 à ferramenta.

Segurança digital

Em razão da pandemia, nunca passamos tanto tempo conectados e, com isso, estamos ainda mais suscetíveis a perigos na internet.

Seis em cada dez participantes da pesquisa da Febrabam disseram se sentir inseguros – 41% pouco seguros e 21% nada seguros – com relação à proteção de seus dados pessoais na internet.

Para evitar riscos, 56% dos entrevistados relataram tomar cuidado e adotar medidas protetivas; enquanto 29% admitiram ter apenas “um pouco” de cuidado.


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