8 principais golpes no WhatsApp contra aposentados: veja como evitá-los

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Publicado em: 26/10/2021

O WhatsApp é o aplicativo em que os brasileiros passam mais tempo por dia, segundo uma pesquisa feita pela Opinion Box em 2021. Conforme outro estudo também deste ano, do Cuponation, os brasileiros ficam cerca de 30 horas por mês no WhatsApp, passando com tranquilidade na frente do Facebook (15 horas mensais). Não à toa, o número de golpes no WhatsApp também têm crescido a cada dia.

Dados divulgados pela PSafe, empresa de segurança digital, revelaram que 5 milhões de brasileiros foram vítimas do golpe de clonagem do WhatsApp em 2020. 

Entretanto, a clonagem é apenas um dentre vários golpes aplicados diariamente no aplicativo. Continue a leitura para conhecer os golpes mais comuns, aprender a se proteger e quais providências tomar em situações como esta.

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Golpes no WhatsApp

Além de ser o app utilizado por mais tempo durante o dia para 28% dos brasileiros entrevistados na pesquisa Panorama Mobile Time, publicada em junho de 2021 pela Opinion Box, o aplicativo também é aberto em um maior número de vezes por 53%.

O WhatsApp é, ainda, o aplicativo mais presente na tela inicial dos celulares, presente em 56% dos smartphones dos entrevistados. 

E ainda que a plataforma disponibilize mecanismos de segurança como a confirmação em duas etapas e a criptografia de ponta a ponta, os fraudadores têm encontrado alternativas para aplicar golpes em uma das plataformas mais utilizadas pelos brasileiros. 

Neste cenário, saber quais são eles é uma forma de se precaver e identificar um possível golpe.

Não à toa, para justamente conscientizar a população e reduzir o número de golpes, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) promove a Semana da Segurança Digital, com uma programação que envolve lives sobre fraudes e golpes digitais no canal do YouTube da entidade, e compartilhamento de dicas divulgadas pelos bancos participantes. 

O órgão também divulgou a campanha “Pode ser Golpe” em redes de televisão abertas e fechadas, com detalhes sobre os golpes mais aplicados nos usuários da internet.

8 principais golpes no WhatsApp contra aposentados

As formas variam, mas o objetivo das pessoas que aplicam golpes é bem semelhante: obter dados pessoais ou dinheiro do usuário da plataforma, por meio de transferências, incluindo o mais novo formado de pagamento, o Pix.

Para alcançá-los, os golpistas recorrem à engenharia social, termo que se refere a técnicas de coerção para conseguir informação ou dinheiro da vítima. As principais envolvem serviços públicos, problemas bancários, anúncios enganosos e links falsos. Confira.

1. Falsa prova de vida (e outros procedimentos do INSS)

O golpe da prova de vida consiste no contato de uma pessoa que se passa por funcionário do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para a suposta realização do procedimento, e alega que o novo formato passou a ser usado devido ao agravamento da pandemia da covid-19. 

Na sequência, o golpista pede a foto do documento do aposentado ou pensionista da Previdência para que a comprovação seja feita. Com o documento pessoal da vítima, o fraudador consegue se passar por ela para pedir empréstimos, abrir contas bancárias e aplicar golpes em outras pessoas, entre outras práticas ilícitas.

Embora a prova de vida possa ser feita digitalmente, o WhatsApp não está entre as alternativas disponíveis pelo INSS. A comprovação pode ser feita apenas pelo aplicativo Meu INSS e Meu Gov.br, além dos métodos tradicionais (caixa eletrônico em alguns bancos, agência bancária, via procurador ou representante).

Aposentados e pensionistas devem lembrar que o INSS não pede fotos de documentos aos usuários por quaisquer meios de comunicação. Além disso, as mensagens enviadas pelo órgão são feitas somente pelos contatos oficiais do INSS.

Além da prova de vida, outros temáticas relacionadas ao INSS também são usadas como iscas, tais como a perícia médica (pente-fino do INSS) ou até mesmo supostos valores “atrasados” a serem recebidos do órgão.

Independentemente do argumento utilizado pelo contato via WhatsApp, o recomendável aos beneficiários do INSS é encerrar o contato pelo aplicativo, sem passar informações e dados pessoais. Caso precise, buscar ativamente os canais de atendimento do órgão previdenciário, como a Central Telefônica do INSS 135, o site do INSS ou até mesmo as agências previdenciárias.

2. Falso atendimento

Outro golpe comum no WhatsApp é o do falso atendimento. Como o nome sugere, o golpista se passa por um funcionário do banco ou do INSS.

A justificativa dada para o contato é algum problema na conta ou no benefício da vítima e, em função disso, a pessoa deve passar os dados pessoais para que a situação seja resolvida.

As instituições financeiras não pedem senhas, número do cartão e tampouco fazem pedido de transferência de dinheiro, assim como o INSS. Ambos só entram em contato com clientes e usuários por meio de canais oficiais. Por garantia, desligue a ligação e entre em contato com a instituição financeira ou o INSS pelos canais de atendimento oficiais.

3. Falso motoboy

O golpe do falso motoboy geralmente é feito por meio de ligação, também possível via WhatsApp, na qual o autor do golpe afirma ser um funcionário do banco e fala para a vítima que o cartão dela foi fraudado. 

Depois, o golpista pede para que a vítima corte o cartão com exceção do local onde o chip está e avisa que um motoboy irá buscá-lo para fazer a substituição.

Com o chip preservado, o golpista pode usar o cartão normalmente em transações financeiras.

Na realidade, os bancos não pedem o cartão de volta em situações de fraude. O procedimento adotado, nesses casos, é o bloqueio do cartão.

4. Empréstimos fraudulentos

Os empréstimos fraudulentos são aqueles feitos por uma pessoa que se passa por uma instituição financeira ou correspondente bancário.

De modo geral, os empréstimos fraudulentos vêm acompanhado de ofertas tentadoras, como taxas, condições ou valores das parcelas muito abaixo do mínimo do mercado.

Outra prática comum nesse tipo de golpe é o pedido de depósitos antecipados para que a contratação seja concluída. 

A solicitação de depósitos antecipados não é uma atitude adotada no mercado de crédito, por esse motivo, desconfie de imediato ao se deparar com um pedido semelhante.

Já as condições de empréstimo como valores e taxas de fato podem oscilar de acordo com as instituições, mas sem grandes discrepâncias. Promoções muito diferentes do que o mercado oferece são indícios de golpes.

5. Anúncios falsos que redirecionam para o WhatsApp

Com o avanço do meio digital, os anúncios em sites como Google estão cada vez mais frequentes. Entretanto, nem todos são confiáveis.

A lógica é a mesma: ofertas boas demais para ser verdade que, quando clicadas, redirecionam o usuário para uma conta no WhatsApp que dá continuidade no golpe, que pode ser pedido de informações pessoais, bancárias ou de transferências.

Para evitar cair nesse tipo de golpe é importante ficar atento aos sites visitados, dar preferência para aqueles com selo de segurança (o cadeado trancado ao lado do endereço do site, como em bxblue.com.br) e não passar dados pessoais, senhas ou efetuar depósitos sem antes ter a certeza sobre a veracidade do contato e da proposta.

6. Clonagem do WhatsApp

A clonagem do WhatsApp é outro golpe que tem se tornado muito comum entre os usuários do aplicativo e não se limita aos aposentados.

A abordagem é feita por meio de um terceiro que se passa por uma empresa ou pessoa conhecida do usuário e faz ofertas atrativas. Em seguida, o golpista afirma que houve algum tipo de erro e pede que a vítima envie o código de verificação do WhatsApp, o qual é enviado por SMS.

Com esse código, o fraudador consegue acessar o WhatsApp da vítima de um novo dispositivo e se passar por ela para pedir dinheiro aos contatos que ela possui no aplicativo.

O código de segurança do aplicativo deve ser usado única e exclusivamente pelo titular da conta e em hipótese alguma deve ser compartilhado com terceiros. Nenhuma operação depende desse código para ser finalizada, apenas o próprio aplicativo faz o requerimento para confirmar que o dono da conta deseja fazer alguma alteração no WhatsApp.

Ainda na linha da clonagem do perfil, mais recentemente os golpistas têm pegado a foto de perfil dos usuários e utilizado em um número diferente do dono da conta. O autor do golpe envia mensagens para os contatos da pessoa e avisa que mudou de número para, em instantes, pedir transferências ou dados pessoais. 

Em casos como este o dono da conta muitas vezes nem sabe o que está acontecendo, pois o fraudador não entra em contato com ele. Ao se deparar com uma mensagem de um conhecido que tenha trocado de número de celular, desconfie, especialmente se ela vier acompanhada de solicitações de depósitos. Se for o caso, peça que a pessoa envie um áudio e jamais faça transferências sem ter a certeza de que o destinatário é confiável.

Uma forma de minimizar este tipo de ação ilícita é ocultar a imagem de perfil do WhatsApp para contatos desconhecidos. Aprenda como mais abaixo no texto.

7. Envio de links falsos

O envio de links falsos também é considerado uma prática golpista. Normalmente a vítima recebe mensagens atrativas para estimular o usuário a clicar no link, como a necessidade de atualizar dados pessoais para uma suposta empresa ou órgão.

Essas mensagens podem vir acompanhadas tanto de pedidos para o fornecimento de dados pessoais, quanto da instalação de vírus que roubam os dados do dispositivo da vítima ao clicar no link.

Ao receber uma mensagem com links, verifique quem é o autor da mensagem. Confira também o teor da mensagem e desconfie se ela pedir dados pessoais logo de cara.

8. Envio de links com pishing

O termo pishing é usado para se referir ao ato de enganar pessoas para obter dados pessoais.

Golpes desse tipo são cada vez mais comuns, em que mensagens são disparadas para várias pessoas ao mesmo tempo.

Para atrair vítimas, os conteúdos das mensagens envolvem temas atuais, como auxílio-emergencial, coronavírus, além de promoções tentadoras, ofertas de prêmios e até mesmo de emprego.

A estratégia é a mesma do tópico anterior, a mensagem vem acompanhada de links falsos e pedidos para o compartilhamento do conteúdo. Os links são, na realidade, malwares, softwares que causam danos em dispositivos e roubam dados do usuário.

Como se prevenir dos golpes no WhatsApp?

Ative a dupla autenticação

A dupla autenticação, também chamada de dupla verificação, é um fator extra de segurança disponibilizado em serviços digitais, inclusive no WhatsApp.

Ao ativar a autenticação em dois fatores, o usuário deverá cadastrar uma senha, chamada de PIN, que será solicitada com uma determinada frequência pelo órgão, para assegurar que a pessoa é quem ela diz ser. 

A ativação pode ser feita dentro do próprio aplicativo em “Configurações”, depois “Conta” e “Confirmação em duas etapas”.

Desligue chamadas suspeitas

Boa parte dos golpes acontecem via ligação, um formato que permite uma maior exploração do senso de urgência.

Portanto, diante de ligações com pedidos de dados ou transferências sem a certeza de que é uma pessoa confiável, não atenda a solicitação e desligue o telefone.

Um dos indícios de golpes em ligações é a insistência para que a vítima faça depósitos ou passe os dados rapidamente, sem desligar a chamada. O senso de urgência do interlocutor é um dos principais sinais de alerta para aposentados e pensionistas que recebam solicitações suspeitas.

Deixe a foto do perfil visível apenas para contatos

Uma das formas de se passar pelo dono da conta no WhatsApp é, justamente, por meio da foto de perfil.

O aplicativo oferece a opção, em “Privacidade”, localizada na aba de “Configurações”, de tornar a foto de perfil apenas para contatos salvos. Isso diminui as chances de pessoas desconhecidas acessarem a foto para realizar golpes no WhatsApp.

Fonte: Febraban | Arte: bxblue

Não compartilhe o código de segurança

O código de segurança é enviado ao usuário para confirmar que o dono da conta é quem está utilizando o aplicativo. Normalmente isso acontece quando o usuário tenta acessar o app de outro dispositivo (após a troca de celular, por exemplo) ou quando alguém tenta invadir a conta.

Esse número jamais deve ser compartilhado, pois ele existe para proteger a conta do usuário. Portanto, ao receber o código de segurança sem tentar abrir o WhatsApp em um dispositivo diferente do habitual, fique alerta, entre em contato com o aplicativo pelo botão “Ajuda”, em “Configurações”, e não passe o número adiante.

Instale um antivírus ou um detector de conteúdos falsos

Atualmente existem vários tipos de antivírus, inclusive os gratuitos, que podem ser instalados até mesmo em dispositivos móveis. 

Os antivírus são capazes de detectar links suspeitos e notificar o usuário, como no caso de links falsos enviados pelo WhatsApp.

Já o detector de conteúdos falsos é um app desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e detecta mensagens com informações falsas, que normalmente fazem parte de sites duvidosos que podem deixar o usuário vulnerável. O Fake Check está disponível em lojas de aplicativos como App Store e Google Play Store. 

O que fazer em caso de suspeita de golpe no WhatsApp?

Por mais que o aposentado saiba como se proteger e esteja atento, também é importante saber o que fazer se, eventualmente, tornar-se vítima de um golpe ou presenciar uma situação do tipo.

Abaixo, listamos as principais atitudes a serem tomadas:

Não transfira dinheiro a desconhecidos

Instituições financeiras e órgãos públicos não fazem pedidos de depósitos ao público. Ao se deparar com um pedido de transferência, ainda de alguém que supostamente é conhecido, certifique-se de que a pessoa é quem ela diz ser e, se estiver com dúvida, não faça depósitos.

Troque as senhas

Uma suspeita de golpe é um indício de que talvez os seus dados estejam vulneráveis. Uma forma de protegê-los é trocar as senhas das contas digitais. Isso pode ser feito dentro de casa, basta entrar nos aplicativos e solicitar a troca de senha – de preferência, utilizando uma combinação de diversos caracteres, com letras maiúsculas e minúsculas, números e outros símbolos; e ainda com senhas diferentes para cada serviço digital.

Denuncie o número fraudulento no aplicativo

O WhatsApp oferece a opção de denunciar um contato, criado para que os usuários possam reportar mensagens indesejadas ou problemáticas.

Fazer a denúncia no aplicativo pode contribuir para que a conta seja cancelada e evitar que novos golpes sejam concretizados.

A denúncia pode ser feita ao clicar em cima do número da pessoa, quando a conversa está aberta, próxima a opção “bloquear contato”.

Registre Boletim de Ocorrências

Ao passar por uma situação de golpe, a vítima deve registrar um B.O. (Boletim de Ocorrência) junto à polícia.

Em alguns municípios, os cidadãos são aconselhados a fazer o B.O. online. O site Delegacia Virtual, por exemplo, está disponível em 10 Estados brasileiros (Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins).

Nos demais Estados, é recomendado entrar em contato com a delegacia mais próxima para saber como proceder com o Boletim de Ocorrência.

Se a vítima tiver seus dados financeiros expostos, também é necessário comunicar o banco onde possui conta ativa sobre o ocorrido.


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