Os juros do Consignado vão subir? Veja as expectativas para 2021

Publicado em: 25/01/2021

A Economia brasileira é regulada por diversos indicadores, sendo um dos principais a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) – que é também a taxa referencial que determina quanto será cobrado por um empréstimo, por exemplo.

Logo, para entender se os juros do consignado podem ou não ter alta, é preciso entender o que se passa com essa taxa básica e quais são as expectativas dos economistas para os próximos meses. Entenda.

Copom mantém Selic em 2% ao ano, mas valor deve subir

Em última reunião realizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), no dia 20, ficou decidido que a Selic será mantida em 2% ao ano em 2021. O índice se mantem o mesmo desde o ano passado, ainda que tenha ocorrido uma alta dos preços significativa nos últimos períodos.

Mesmo sem mudanças recentes em relação a taxa, o Banco Central (BC) já sinalizou que o valor deve subir em breve.

Um dos sinalizadores é que no comunicado oficial feito após essa reunião, o BC retirou o forward guidance que era tido como uma proteção contra o aumento.


Segundo o forward guidance adotado em sua 232ª reunião, o Copom não reduziria o grau de estímulo monetário desde que determinadas condições fossem satisfeitas. Em vista das novas informações, o Copom avalia que essas condições deixaram de ser satisfeitas já que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária.

Como consequência, o forward guidance deixa de existir e a condução da política monetária seguirá, doravante, a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva.


Um dos grandes motivadores foi a alta das commodities que refletem em alimentos e combustíveis e o risco fiscal que segue elevado.

Se as condições econômicas justificarem, a Selic pode subir ainda no primeiro semestre, já que a trava da orientação futura foi retirada. Segundo a opinião dos especialistas, o mercado não segue mais tão otimista quanto a estabilidade da taxa.

A próxima reunião, que ocorre a cada 45 dias, já está confirmada para março (16 e 17) e a ata deve sair na terça-feira da semana seguinte.

Missão do Copom

Para definir a Selic, o Copom baliza entre outros: inflação, contas públicas, atividade econômica, cenário externos.

Vale lembrar que as decisões são tomadas com base em dados (e não em datas) e que a Selic é definida para fazer com o que a meta para a inflação seja cumprida, com vistas ao controle ou ao estímulo da Economia.

Atualmente, o objetivo é manter a meta da inflação para 2021 em 3,75%. Entretanto, essa média pode oscilar em 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo podendo chegar, portanto, a 5,25% ou 2,25%, variando entre o mínimo e o máximo.

Fonte: Banco Central

Integrantes do Copom: Da esquerda para a direita, Paulo Souza, Fabio Kanczuk, Roberto Campos Neto, Fernanda Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Otávio Damaso, Maurício Moura, Bruno Serra e Carolina Barros.


Como interpretar esses indicadores?

Com a oscilação da Selic, os rendimentos e as taxas de juros cobradas no mercado também são atualizadas. Portanto, os impactos disso são diretos, tanto em relação aos investimentos, quanto em relação a tomada de crédito (linhas de crédito pessoal ou para empresas).

Veja alguns exemplos:

Aplicações de renda fixa: se a Selic estiver abaixo da inflação, as aplicações mais convencionais como poupança, Fundos DI e títulos tesouro Selic saem perdendo já que os ganhos, muitas vezes, não cobrem a alta dos preços. Por outro lado, se estiver acima, pode trazer rendimentos reais.

Solicitação de empréstimos: com o custo do dinheiro mais caro, as instituições financeiras também tendem a repassar essa diferença para os consumidores finais. Essa é uma forma de manter o chamado spread bancário em empréstimos e financiamentos.

Como devem ficar os juros do Consignado com a atualização da Selic?

Se o aumento da Selic se confirmar, as taxas de juros cobradas pelos empréstimos provavelmente também devem subir. E isso, independente do tipo da modalidade de crédito.

No caso do empréstimo consignado, linha liberada para Aposentados e Pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Servidores Públicos e Trabalhadores de empresas privadas, a taxa de juros nominal é limitada por um teto.

No entanto, é preciso lembrar que esse é apenas um dos índices que compõe o Custo Efetivo Total (CET), que é o valor total pago pelo valor solicitado, considerando demais custos e tributos.

Sendo assim, o valor final pode variar em função de:

Isso quer dizer que as instituições financeiras podem decidir quanto cobrar no juros do consignado, até o teto estabelecido (1,80% ao mês para no Consignado INSS, 2,05% no Consignado Público e em média, de 2,15% no Consignado Privado).

Com os juros do consignado ou com o CET maiores a dívida, no fim, fica mais cara. Quer dizer que o desembolso será maior ou que o número de parcelas precisa compensar.

Por que os empréstimos continuam caros?

Juros são também sinônimo de risco. Quanto maior a chance de inadimplência, maior a taxas de juros cobrada ou a garantia exigida.

Com a pandemia, o volume de crédito aumentou, mas o desemprego e as taxas de inadimplência também atingiram números históricos.

Os juros do consignado são os menores do mercado, tendo em vista que a renda fixa é a garantia exigida. Como o pagamento das parcelas ocorre autoamaticamente, o risco do não pagamento é quase nulo.

Além disso, o tomador do crédito não fica responsável por esse pagamento. É a instituição pagadora (Dataprev, Órgão do Governo Federal, Estadual ou Municipal ou ainda o Financeiro da empresa contratante) que fica responsável por consignar o valor da(s) parcela(s) e repassar a instituição financeira.

O titular da dívida, deve autorizar o empréstimo e o desconto em folha, a partir da averbação do contrato.

Como garantir as melhores ofertas?

A recomendação básica aqui é fazer comparações entre as diferentes opções de credito, bancos, valores e prazos.

Ao utilizar a tecnologia desenvolvida pela bxblue, por exemplo, você pode comparar propostas de diversos bancos de uma única vez e escolher a que for melhor.

Como as chances da Selic subir e com isso fazer com que os juros do consignado também subam é grande, vale a pena fazer simulações e garantir seu crédito em condições mais justas.

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