6 lições para aprender com a cultura do Japão e aplicar no uso de crédito

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Publicado em: 27/07/2021

Que os japoneses têm muito a nos ensinar sobre esporte não há dúvidas: ao longo de cinco dias de evento, o país sede das Olimpíadas 2020 já conquistou 10 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze. Mas para além do aspecto esportivo, há uma série de lições da cultura do Japão que podem servir de referência para os brasileiros e, no caso dos consumidores, serem aplicadas especialmente no momento de usar crédito.

Reunimos seis exemplos na lista abaixo, que variam de conceitos filosóficos até técnicas que podem ser facilmente incorporadas no dia a dia. Fique por dentro dos detalhes de cada ensinamento e descubra como elas podem ajudar o consumidor a adquirir maior saúde financeira.

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6 lições da cultura do Japão para colocar em prática ao contratar crédito

O mercado de crédito pessoal é bem amplo no Brasil, com diversas modalidades disponíveis aos consumidores. Ao olhar para as taxas de juros, a que mais se destaca positivamente é o consignado, que oferece as opções mais baixas do mercado.

Mas fato é que, independentemente de qual seja a modalidade de crédito, existem ações e princípios que, quando colocados em prática, garantem uma melhor experiência durante a contratação de empréstimos e financiamentos e preservam a saúde financeira do tomador. Descubra quais são elas da perspectiva da cultura milenar japonesa.

1. Prevenção nunca é demais

O país sede das Olimpíadas 2020 pode ser classificado, dentre muitos adjetivos, como resiliente.

Além dos graves acontecimentos que marcaram a história do Japão (afinal, como esquecer dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki na II Guerra Mundial?) , os desastres naturais são comuns na região.

Tanto que ao longo dos anos, os japoneses se dedicaram ao desenvolvimento de construções resistentes a terremotos, por exemplo, como forma de se precaverem desses fenômenos e terem mais segurança por ocasião de sua ocorrência.

De forma análoga, a prevenção também pode ser uma realidade no mercado de crédito, que eventualmente está sujeito a golpes e propagandas enganosas.

Nesse caso, uma das melhores formas de se precaver é verificar se a instituição financeira é confiável: isso pode ser feito por meio de uma consulta de bancos e correspondentes autorizados pelo Banco Central, por exemplo, no próprio site do BC.

Ao pesquisar uma oferta de crédito na internet, aliás, é importante estar atento ao selo de segurança do site, representado por um cadeado fechado na barra de endereço do navegador.

Contratar crédito somente com instituições responsáveis é uma medida preventiva que evita muitas dores de cabeça ao consumidor.

2. Rituais importam

A cerimônia do chá, em que o chá verde em pó é preparado e servido aos convidados, e o ato de deixar os sapatos do lado de fora da casa (como forma de evitar que a contaminação da rua interfira na harmonia e higiene do lar) são considerados rituais clássicos da cultura japonesa.

No universo do crédito, é possível transformar boas práticas que aumentam as chances de obter a melhor oferta em rituais, como pesquisar sempre quais são as opções de empréstimo disponíveis, avaliar com calma quais se adequam melhor aos objetivos pessoais, e comparar com atenção itens como valores, condições de pagamento e taxas de juros.

Existem ferramentas gratuitas que podem ajudar durante o processo de pesquisa e comparação, como o simulador de empréstimo da bxblue. Por meio dele, é possível ver ofertas de diferentes bancos, fazer a comparação e simular contratações de empréstimo consignado.

Seguir estes passos como um ritual antes da contratação de qual crédito, seja ele consignado ou não, só faz bem ao bolso e à paz de espírito do consumidor.

3. Atenção plena

O termo mindfulness popularizou-se nos últimos anos pela população ocidental, e quer dizer, simplificadamente, o ato de ter a atenção plena. Ou seja, estar totalmente consciente no momento presente.

A prática tem origens budistas, que é uma das religiões mais tradicionais no Japão: a palavra mindfulness pode ser considerada uma tradução do termo “sati”, proveniente de um dos idiomas nos quais os discursos de Sidarta Gautama (o Buda histórico) foram escritos, há cerca de 2.500 anos.

No mercado de crédito, estar consciente na própria conduta em relação ao dinheiro pode servir para evitar uma possível contratação compulsiva ou feita “no modo automático”. A prática da atenção plena servirá de base para reflexões pertinentes quanto à necessidade do crédito, bem como às ofertas que estão diante do consumidor.

Questionar-se, no momento da busca e contratação por empréstimos ou financiamentos, sobre para que finalidade e por qual motivo a contratação aconteceria são um bom começo do que o mercado financeiro chama de tomada de crédito consciente.

Ainda é possível ir além e refletir mais detidamente sobre a própria situação financeira, entender quais são os problemas do momento e as alternativas mais saudáveis de resolvê-los.

4. Sem desperdícios

Talvez você já tenha ouvido falar sobre a técnica kintsugi, muito utilizada entre os japoneses para reparar peças de cerâmicas quebradas. Em vez de jogar fora, eles recorrem à mistura de verniz polvilhado com outro para recuperá-las. Isto é, mesmo quando alguns objetos quebram, os japoneses tentam recuperá-los antes de jogá-los fora, o que diz muito sobre a cultura da preservação e do não desperdício. 

Transpondo a prática para o mercado de crédito, ao contratar um serviço de empréstimo, por exemplo, todo o valor solicitado é depositado de uma só vez na conta bancária do credor. Por esse motivo, pode ser bem tentador pedir um dinheiro a mais do que o necessário para a situação em que levou a pessoa a pedir o empréstimo, ou até mesmo gastar o valor que sobrou da operação sem que haja uma real necessidade.

O dinheiro “extra” poderia ser usado para quitar parte da própria dívida do empréstimo, por exemplo, ou ficar reservado para uma situação de emergência.

Antes de gastar todo o dinheiro indiscriminadamente, é sempre importante se questionar se é preciso ou se o valor não irá fazer falta futuramente, e evitar, literalmente, “jogar o dinheiro fora”.

5. Kakebo, o diário financeiro

Conhecido em territórios japoneses como kabebo, que em tradução livre significa “livro de contas domésticas”, o método é usado para poupar dinheiro.

A técnica consiste em registrar os gastos diários ou semanais em diferentes categorias, como moradia, alimentação, saúde, transporte, viagens, presentes, restaurantes, salário, entre outros.

Normalmente os registros são distribuídos em diferentes envelopes, de cores variadas, para facilitar a identificação. Mais do que organizar as finanças, o método serve para ajudar a visualizar os gastos essenciais daqueles considerados superficiais.

Também é importante avaliar periodicamente o balanço entre ganhos e gastos. Para isso, quatro itens devem ser levados em consideração:

  • quantia de dinheiro que foi guardada;
  • valor que pretende guardar;
  • quantia gasta no momento;
  • o que pode ser mudado no mês seguinte para melhorar a situação.

Segundo Fumiko Chiba, autor da obra Kakebo: a arte japonesa de poupar dinheiro, a prática pode resultar em até 35% de economia.

No crédito, a técnica pode ser uma boa forma não apenas de não comprometer o valor da parcela da dívida como também para saber quanto é gasto em despesas todo mês e, ainda, evitar entrar em apuros financeiros. Além disso, o valor poupado pode ser usado no adiantamento de parcelas, por exemplo.

6. Disciplina

Esta é uma das características mais conhecidas e admiradas no povo japonês, que também pode ser aproveitada quando o assunto é dinheiro. 

Na realidade, sem disciplina, é muito provável que as outras lições desta lista não tenham êxito. Afinal, é por meio dela que se alcança uma constância nos comportamentos para que deem resultados.

Até porque, um plano só começa a funcionar, de fato, quando é colocado em prática. Por isso é sempre importante ter objetivos e estratégias para persegui-los de forma clara.

Com novos hábitos e disciplina para segui-los, é possível utilizar o crédito com consciência e caminhar em direção à saúde financeira. 


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