6 dicas para renegociar dívidas com os bancos

É possível renegociar dívidas com os bancos, sendo elas de todos os tipos, como cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. Saiba como.

renegociar dívidas com os bancos - pessoas em frente uma a outra

Renegociar dívidas com os bancos é uma das melhores alternativas para minimizar os efeitos negativos do endividamento junto às instituições financeiras na saúde financeira de toda a família.

O endividamento é, sem dúvidas, uma das maiores preocupações dos brasileiros, principalmente após a crise econômica advinda da pandemia da covid-19. Com recordes de inflação, taxa de desemprego que não dá sinais de diminuição considerável e alta no custo de vida, muitos consumidores se deparam, de modo inesperado, com dívidas que fogem do seu orçamento atual.

E na urgência de sair do endividamento, muitas pessoas acabam cometendo erros que transformam uma situação temporária em um cenário perene. Porém, uma das melhores formas de se desprender desse efeito dominó é se informar e renegociar dívidas com os bancos. Entenda como fazer isso e quais as dicas de ouro para tomar as melhores decisões financeiras.

Endividamento das famílias

De acordo com a recente Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), quase 70% das famílias brasileiras terminaram o primeiro semestre de 2021 endividadas.

Houve um aumento exponencial quando comparado aos 59,8% registrados em dezembro de 2018. O endividamento, claro, já era uma expectativa, tanto que, em junho de 2020, a taxa saltou para 68,2%.

Os motivos, como era de se esperar, estão relacionados principalmente à crise sanitária, com paralisação das atividades de muitos setores, demissões, baixos incentivos e aumento do custo de vida ocasionado pela inflação. 

Imagem: Reprodução | Fonte: CNC – Confederação Nacional do Comércio

Não à toa, a população acima dos 60 anos passou a ter como uma de suas principais preocupações o pagamento de dívidas.

Infelizmente, um dos maiores desafios nesse cenário é sair da situação de endividamento e reorganizar as finanças.

Isso se dá, entre outros motivos, pelo baixo índice de educação financeira da população, falta de informação e conhecimento de possibilidades de renegociar dívidas com os bancos.

Muitos brasileiros endividados, por exemplo, não sabem que os credores tendem a negociar dívidas em atraso, oferecendo descontos e prazos melhores para garantir um retorno mínimo. Veja abaixo as principais dívidas que podem ser renegociadas com os bancos.

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Principais dívidas para renegociar com os bancos

A maioria das contas em aberto, responsáveis pelo endividamento, podem ser renegociadas com bancos e credores. Mas antes de começar esse processo, o consumidor precisa compreender a natureza das dívidas, quais delas possuem maior impacto no orçamento e quais devem ganhar prioridade no momento de renegociar com os bancos.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da CNC, as principais dívidas para renegociar com os bancos são:

  • Cartão de crédito;
  • Carnês;
  • Financiamentos;
  • Crédito pessoal e
  • Cheque especial.

Atualmente, um dos maiores responsáveis pelo endividamento no Brasil é o cartão de crédito, sendo o motivo principal de 84,9% das dívidas, mas não é o único. Na sequência, lideram o ranking as dívidas com carnês (20,2%), financiamento de carro (12,7%), financiamento de casa (9,4%) e crédito pessoal (9,2%). Lembrando que a porcentagem total extrapola os 100%, pois, normalmente, os consumidores possuem mais de um tipo de dívida. 

Se o consumidor identificar suas principais contas entre as citadas acima, apesar dos impactos negativos, pode se tranquilizar, porque elas fazem parte das dívidas para renegociar com os bancos. Nos tópicos a seguir virá a explicação de como isso pode ser feito e o porquê de se iniciar esse processo o quanto antes.

Cartão de crédito

Devido às inúmeras facilidades para a contratação de cartão de crédito, bem como ao fato de que o mercado costuma conceder altos limites nos cartões, acima da renda do solicitante, os consumidores acabam perdendo com facilidade o controle sobre seus gastos no cartão de crédito. Não à toa esse tipo de dívida ocupa a primeira colocação, representado a causa de quase 85% dos endividamentos. 

Em paralelo à facilidade na obtenção e uso do cartão, o mercado bancário cobra altas taxas de juros pelo atraso nas dívidas do mesmo, o que pode acarretar inadimplência e maiores dificuldades para honrar o parcelamento.

Em 2021, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo alcançou em agosto 218,5% ao ano, o que equivale a mais de 10 pontos percentuais ao mês. Não à toa, os juros do cartão de crédito no Brasil são considerados dos mais altos no mundo.

Dependendo da instituição financeira, os juros do cartão de crédito podem, inclusive, ultrapassar 600% ao ano e chegam a mais de 20% ao mês. 

Para aqueles consumidores que querem levantar dívidas para renegociar com os bancos, o cartão de crédito deve ser, sem dúvidas, uma das mais emergenciais.

Uma solução, por exemplo, é o parcelamento da dívida, ou contratar um crédito pessoal com taxas mais atrativas, como o empréstimo consignado, para quitar o montante total. O consignado está ao alcance daquelas pessoas que têm renda estável, como beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e servidores públicos; por ter uma das menores taxas de juros do crédito pessoal, o consignado permite uma economia significativa para aqueles que estão com dívidas no cartão de crédito.

Uma situação muito comum é o consumidor ter uma dívida de R$ 3.000 com o cartão de crédito, por exemplo, parcelada em 5 vezes de R$ 600, mas, logo na primeira fatura, paga apenas R$ 100. O restante entrará no crédito rotativo a uma taxa de juros altíssima; em pouco tempo, a dívida restante de R$ 500,00 pode facilmente ultrapassar alguns milhares de reais.

O fato é que é possível e emergencial incluir o cartão de crédito como prioridade entre as dívidas para renegociar com os bancos.

Cheque especial

O cheque especial atualmente figura na sétima posição entre as principais razões de endividamento. Isso ocorre pela queda no uso desse meio de pagamento, mas ainda é uma grande preocupação devido a altas taxas de juros e possibilidade de entraves financeiros, caso o consumidor não consiga honrar o pagamento.

Segundo dados levantados pelo Procon, referentes a outubro de 2021 e divulgados pela Agência Brasil, a taxa de juros média do cheque especial ficou em 7,96% ao mês – muito acima de outras possibilidades de crédito.

O ideal para o consumidor que possui dívidas do cheque especial é conversar com a gerência de sua agência bancária, compreender as taxas de juros e o valor da dívida. Depois, então, buscar por um parcelamento ou empréstimo com custos menores. E uma dica de ouro é cancelar o cheque especial para não incorrer nesse erro novamente. 

Crédito pessoal e demais empréstimos

O crédito pessoal também está entre as principais dívidas para renegociar com os bancos. No caso dos empréstimos pessoais comuns, o grande problema está em contratar parcelas que comprometam o orçamento mensal além do que o consumidor consegue arcar.

Diferentemente do empréstimo consignado, cujo limite de contratação é condicionado à disponibilidade de margem consignável livre, os demais empréstimos pessoais não têm restrições neste sentido. Ainda, no caso do empréstimo consignado, as parcelas são debitadas automaticamente, minimizando, assim, as chances de inadimplência.

A renegociação, nesses casos, é extremamente aconselhável para aumentar o prazo de pagamento e diminuir o valor das parcelas. E se a renegociação com o atual credor não for satisfatória, o devedor pode ainda fazer a portabilidade da dívida para uma instituição financeira com melhores condições de pagamento.

Postas as principais dívidas para renegociar com os bancos, é preciso compreender como passar por esse processo da melhor forma. Afinal, é preciso que o consumidor compreenda o cenário no qual ele se encontra e qual é a opção que vai, de fato, colocá-lo em uma posição melhor. Abaixo seguem dicas importantes para ter sucesso na renegociação de dívidas com os bancos.

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6 dicas eficazes para renegociar dívidas com os bancos

Como mencionado, antes de pensar em renegociar dívidas com os bancos, a pessoa que tem dívidas precisa realizar um levantamento financeiro, de modo a ter uma visão clara dos seguintes pontos:

  • Quais dívidas possui;
  • Quem são os credores;
  • Prazos de pagamentos;
  • Taxas de juros de cada modalidade;
  • Valor total;
  • Valor das parcelas.

Com essas informações, poderá buscar renegociar dívidas com os bancos de uma maneira mais estratégica.

1. Buscar saber se há cobranças abusivas

Apesar de existirem taxas médias de mercado, as instituições financeiras podem estipular o valor do seu Custo Efetivo Total de acordo com as regulamentações internas. Ao contrário do crédito consignado, que impõe um teto para as taxas de juros cobradas, na maioria das operações este limite não existe.

Assim, apesar da liberdade na precificação das operações que os bancos possuem, consumidores podem alegar que as taxas estão muito acima da média do mercado e do custo do risco e renegociá-las.

Mas como é verificado se isso de fato ocorreu? No geral, os especialistas em Direito do Consumidor indicam que, nesses casos de cobrança abusiva, há um entendimento adotado pelo Poder Judiciário no sentido de que os juros cobrados podem ser limitados pela taxa média do mercado apurada pelo Banco Central. 

Para coletar essa informação, basta acessar o site do Banco Central, lá estarão todos os juros de todas as operações realizadas no mercado. A Calculadora do Cidadão também é uma ótima ferramenta para verificar se os juros cobrados seguem a média de mercado.

Se, de fato, o consumidor acreditar estar sendo lesado por cobranças abusivas, pode de imediato já utilizar tal argumento na renegociação da dívida. Ademais, sempre é possível recorrer ao Poder Judiciário que, se entender comprovada a abusividade, determinará que o cálculo seja refeito e o cliente pode solicitar ressarcimento. 

Em resumo, as taxas serão consideradas abusivas quando forem muito superiores ao custo para cobrir o risco de inadimplência, infringindo o Código de Defesa do Consumidor.

2. Avaliar o Custo Efetivo Total da dívida

Para renegociar dívidas com os bancos é muito mais importante estar atento ao custo efetivo total e não apenas as taxas de juros. Afinal, é esse valor que determinará o custo real da dívida e pode apresentar uma grande variação, tanto em relação à taxa de juros, quanto ao CET de outras instituições. Esse custo deve constar em contrato, de forma clara e em um local de evidência.

Resumidamente, o Custo Efetivo Total (CET) é a soma de todos os encargos e despesas decorrentes das operações de crédito e arrendamento mercantil. Nele estão incluídos:

  • Taxa de juros;
  • Taxa de análise de crédito;
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  • Taxa de Abertura de Crédito (TAC) – com exceção dos consignados do INSS;
  • Taxas administrativas;
  • Taxa de manutenção de cadastro;
  • Outras tarifas gerais (devem ser discriminadas e detalhadas);

Portanto, para escolher a melhor forma para renegociar dívidas com os bancos é indispensável conhecer todos os custos que envolvem a transação. A partir daí, é possível ter uma ideia do desconto a ser pedido, especialmente quando comparado com o CET de outros credores.

3. Pesquisar e comparar taxas de outros bancos

Com a possibilidade de fazer portabilidade de crédito, a prática de pesquisar e simular online é uma das mais recomendadas para encontrar instituições e modalidades mais vantajosas. E o melhor, é possível fazer a simulação online e ter acesso a dados de inúmeras instituições, como no caso do simulador de consignado da bxblue.

Esse passo, claro, é fundamental para agilizar o processo de renegociar dívidas com os bancos. Afinal, o consumidor saberá exatamente em qual instituição ele tem maiores vantagens e utilizar este argumento para com o atual credor.

4. Propor pagamento condizente com o orçamento pessoal

Uma das melhores dicas ao renegociar dívidas com os bancos é ter um mapa da situação financeira. Com ele em mãos, o consumidor saberá exatamente a sua possibilidade de pagamento. Isso evita, portanto, o risco de solicitar uma renegociação que também fugirá do orçamento.

E vale um alerta: as normas de uma renegociação tendem a ser mais rígidas que o contrato inicial. Portanto, especialistas recomendam que os consumidores só realizem a renegociação condizente com o orçamento pessoal.

5. Não aceitar a primeira proposta

O processo de renegociar dívidas com os bancos precisa ser realizado com paciência. Tal como em qualquer tipo de negociação, cada parte fará o possível para defender suas vantagens.

Por isso, a melhor prática é não aceitar a primeira proposta oferecida. O ideal, portanto, é realizar uma contraproposta sugerindo descontos, prazos ou juros mais atrativos.

6. Buscar renegociar a quitação total do débito

A última dica é preferir a possibilidade de quitação ou renegociação total. É melhor que o consumidor busque formas de eliminar a dívida completamente ou iniciar um novo contrato. A maior parte dos credores oferecem maiores vantagens para saldos maiores de quitação.

É provável, portanto, que você consiga descontos melhores ao renegociar toda a dívida. Realizar a quitação parcial ou renegociar parte da dívida normalmente não traz muitos benefícios em relação a prazos e juros.

É possível renegociar a dívida do empréstimo consignado?

Renegociar dívidas com o banco relacionadas ao empréstimo consignado é mais simples do que muitos imaginam. Essa é uma prática comum para aqueles que já quitaram parte do crédito, mas, por alguma circunstância, precisam de um novo empréstimo, necessitam diminuir o valor das parcelas e o prazo de pagamento e, até mesmo, ter acesso a melhores taxas ou mais dinheiro.

O refinanciamento do empréstimo consignado, portanto, tem a finalidade de reiniciar o prazo do contrato original. Na prática, é como se o tomador quitasse o empréstimo consignado e solicitasse um novo, podendo liberar, assim, um valor a mais (troco). 

Esta opção para renegociar dívidas com os bancos só está disponível para quem já quitou parte das parcelas. A porcentagem exigida varia de acordo com cada instituição financeira, mas, em média, fica entre 15% a 30%.

Para solicitar o refinanciamento, basta entrar em contato com a instituição credora ou fazer uma simulação online.

Vantagens do refinanciamento do empréstimo consignado

Assim como falado no decorrer deste texto, existem inúmeras vantagens em renegociar dívidas com os bancos. O mesmo ocorre com o empréstimo consignado, mas, diferentemente do cartão de crédito ou do cheque especial, nessa modalidade o consumidor pode fazer refinanciamento e a portabilidade, caso encontre melhores condições em outros bancos.

De maneira geral, refinanciar empréstimo consignado possibilita:

Independentemente de qual seja o tipo do débito, renegociar dívidas com os bancos é um dos principais caminhos para os consumidores colocarem as contas em dia.


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Redação BX Blue

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