Teletrabalho de servidores poupa R$ 1,4 bi; veja dicas de home office

Governo divulgou detalhes da economia gerada pelo teletrabalho de servidores. Confira os valores, além de regras e dicas para o home office.

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Desde o início da pandemia, o teletrabalho de servidores gerou uma economia no valor de R$ 1,419 bilhões. É o que apontam os dados recém-divulgados do Ministério da Economia.

No período entre março/2020 e junho/2021 as categorias com maior redução de gastos estavam relacionadas à locomoção dos funcionários e às funções desenvolvidas no local de trabalho.

Veja detalhes sobre a economia para o setor público com o home office, conheça as regras da atividade e confira dicas exclusivas para o teletrabalho de servidores.

Panorama do teletrabalho de servidores na pandemia

Ainda segundo o Ministério da Economia, aproximadamente 190 mil servidores públicos trabalham de forma remota neste momento, o equivalente a 32% do volume total de servidores ativos do Executivo Federal.

O PG (Programa de Gestão), órgão responsável por instituir o formato de trabalho, observa o aumento da produtividade e qualidade de entregas, já que o controle de frequência foi substituído pelo de produção, além da economia de gastos.

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Dados: Ministério da Economia|Gráfico: bxblue

Os valores do gráfico acima estão de acordo com a inflação do período, com base na variação do INCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Para o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital , Caio de Andrade, a transformação digital também fez diferença ao longo do trabalho remoto dos servidores, pois foi o que garantiu o atendimento aos cidadãos.

Segundo Andrade, o dinheiro economizado poderá ser usado em atividades finalísticas dos órgãos, ou seja, aquelas consideradas essenciais.

O secretário também ressalta que o modelo home office fez com as formas de trabalho fossem repensadas e que oportunidades de trabalho desse tipo foram criadas e devem permanecer mesmo com o fim da pandemia.

As principais regras do home office no serviço público

A Instrução Normativa (IN) 65/2020 dispõe sobre a implementação do Programa de Gestão e apresenta definições e modo de funcionamento do teletrabalho de servidores. O texto define o home office da seguinte forma:

Modalidade de trabalho em que o cumprimento da jornada regular pelo participante pode ser realizado fora das dependências físicas do órgão, em regime de execução parcial ou integral, de forma remota e com a utilização de recursos tecnológicos, para a execução de atividades que sejam passíveis de controle e que possuam metas, prazos e entregas previamente definidos e, ainda, que não configurem trabalho externo, dispensado do controle de frequência.

A IN também classifica o teletrabalho em parcial, na qual parte das atividades são feitas de forma remota e outra parcela é feita presencialmente, e a integral, em que toda a jornada é conduzida em home office.

O texto ainda dá preferência para que atividades que possam ser adaptadas para o teletrabalho assim o sejam.

Confira as novas regras para trabalho remoto dos servidores, conforme a IN:

  • Podem participar do programa servidores efetivos, trabalhadores em cargos de comissão, empregados públicos e contratados temporários;
  • Cabe a cada órgão decidir quais atividades poderão ser feitas de forma remota;
  • As regras para o teletrabalho serão definidas por meio de um edital em cada unidade. O documento também deverá contar com informações sobre o número de servidores, quais atividades serão desempenhadas, se o regime é parcial ou integral, assim como plano de trabalho, metas e cronograma;
  • Os servidores que aderirem ao teletrabalho devem assinar e cumprir o cronograma;
  • O acompanhamento das atividades ficará sob responsabilidade da chefia;
  • Os servidores devem estar disponíveis para contatos telefônicos, visualizar e-mails e para comparecer ao órgão quando for solicitado;
  • Despesas como internet, energia elétrica e telefone são de responsabilidade do servidor;
  • Não há banco de horas ou horas extras;
  • Pagamentos como auxílio-transporte ou adicional noturno também não são feitos, com exceção de casos em que há autorização da chefia.

Saiba mais: Governo lança sistema digital para home office de servidores públicos

Êxito no teletrabalho leva áreas a adotarem o sistema de forma permanente

A hipótese de adotar o sistema de teletrabalho de forma permanente não só não foi descartada como já faz parte da realidade de alguns órgãos públicos.

Até o momento, mais de 30 órgãos públicos aderiram ao home office definitivo. Veja alguns exemplos:

  • Advocacia-Geral da União (AGU)
  • Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
  • Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)
  • Banco Central
  • Casa Civil
  • Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
  • Controladoria-Geral da União (CGU)
  • Escola Nacional de Administração Pública (Enap)
  • Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
  • Ministério da Cidadania
  • Ministério da Economia
  • Ministério de Minas e Energia
  • Ministério do Desenvolvimento Regional
  • Secretaria-Geral da Presidência
  • Secretaria de Governo

Entre as instituições listadas acima, a mais recente adesão ao modelo de teletrabalho de modo permanente foi feita pela AGU, como regulamenta a Portaria Normativa 5/2021 publicada nesta quarta-feira, 4/8.

Aproximadamente 11 agências reguladoras, bem como fundações, institutos e superintendências também estão inclusos.

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5 dicas para ter sucesso no home office

Quase 200 mil funcionários públicos têm vivenciado o teletrabalho há um bom tempo.

É normal que o processo de adaptabilidade possa ser mais fácil para uns do que para outros. Mas independentemente da adaptação, existem algumas boas práticas do teletrabalho que podem fazer a diferença no dia a dia dos servidores públicos. Confira:

1. Ter um espaço próprio para o teletrabalho

Para quem tem a possibilidade de reservar um espaço da casa para focar no trabalho, pode ser um bom começo passar a utilizá-lo.

Além de o corpo começar a entender que aquele é o “local de trabalho” e até mesmo contribuir para a concentração, isso também evita situações de dispersões que facilmente podem acontecer em uma sala de estar com a televisão ligada, por exemplo, ou próximo a pessoas que compartilham a casa e que eventualmente podem puxar assunto.

2. Defina os horários

Um dos diferenciais do home office é, justamente, a flexibilidade. Mas ter uma expectativa de horário a ser cumprido pode ajudar na criação de uma rotina.

Mas não só isso. A definição de horários também é importante para saber quais são os momentos de pausa, seja para almoço, lanche da tarde e para se desconectar da jornada de trabalho.

Sem horários minimamente definidos, fica difícil ter um controle maior sobre o tempo gasto tanto com o trabalho quanto com a vida pessoal. Por isso, vale a pena se organizar nesse sentido.

3. Mantenha contato com a equipe

Que o teletrabalho modifica as relações interpessoais não é novidade para ninguém. Mas fato é que com ferramentas de videochamadas, áudio ou mensagens, torna-se possível manter contato com os colegas.

Além de ser importante por uma questão de alinhamento de objetivos, metas e até mesmo para colaborações, o contato com alguém pode promover aquela quebra necessária em muitos momentos, para se distrair e voltar mais energizado para as funções diárias.

4. Organize as tarefas

Começar o expediente consciente daquilo que precisa ser feito é uma forma de otimizar o tempo. Uma forma de saber quais são as tarefas do dia é anotá-las, sem em cadernos de papel, seja em ferramentas digitais quanto blocos de notas.

Isso trará uma percepção mais ampla e visual, o que também pode ajudar a perceber a escala de prioridade de cada coisa e pensar em formas de organizar o tempo com base em cada uma das atribuições.

Ainda é possível anotar sempre que alguma atividade estiver concluída, para ter uma boa perspectiva de como está o andamento de cada uma.

5. Verifique as ferramentas de trabalho

O trabalho de home office depende, basicamente, de internet e um computador, mas em outros casos ele também pode demandar ferramentas específicas – motivo pelo qual é fundamental saber o que é preciso para trabalhar de casa.

Garantir que os equipamentos estejam funcionando bem pode poupar muita dor de cabeça, além de tempo, energia (e, em alguns casos, dinheiro).

Eventualmente algum problema pode surgir, ainda que as ferramentas sejam de boa qualidade, mas quanto antes identificá-los, melhor.


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Redação BX Blue

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