Margem consignável atualizada: veja o valor com o novo salário mínimo

Publicado em: 14/01/2021

Com o anúncio da inflação acumulada de 2020, o reajuste dos beneficiários da Previdência Social também é confirmado – tanto para quem ganha o mínimo, quanto o teto. Esse valor toma como base o salário mínimo que é referência para o cálculo da margem consignável.

Veja de quanto será o aumento válido para 2021 e qual é a margem consignável atualizada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)!

Margem consignável atualizada (2021)

Os Aposentados e Pensionistas do INSS vão receber também neste ano, aposentadorias e pensões reajustadas. O aumento se deve ao acréscimo no salário mínimo que é dado de um ano para o outro.

Na regra antiga, a alíquota do reajuste cobria a inflação, mas desde o Governo Bolsonaro, o aumento não tem ganho real. Ou seja, repõe apenas a inflação do ano anterior.

Margem consignável atualizada para quem recebe um salário mínimo

Beneficiários que recebem um salário mínimo tiveram reajuste de 5,26%. Assim, o valor de R$ 1.045 passou para R$ 1.100. Com isso, a margem consignável atualizada, a partir de 1º de janeiro passou a ser de:

Valor do salário mínimoValor da margem consignável
de 30%
Valor da margem consignável
de 5%
R$ 1.100,00R$ 330,00R$ 55,00

Os valores citados consideram o valor bruto, mas a margem consignável é calculada sobre o valor líquido (já sem os devidos descontos).

Atualmente, as pessoas com benefícios consignáveis podem comprometer até 35% da aposentadoria ou pensão todos os meses. Esse valor é dividido entre margem para empréstimo (30%) e margem para as despesas exclusivas do cartão de crédito consignado (5%).

As margens podem ser utilizadas simultaneamente, mas cada uma para sua finalidade específica.

Margem consignável atualizada para quem recebe acima de salário mínimo

Já para quem recebe valores acima do piso nacional, vão ter reajustes de 5,45%. Quando o valor do benefício aumenta, a margem consignável em reais também é atualizada. Veja alguns exemplos:

Valor do salário mínimoValor da margem consignável
de 30%
Valor da margem consignável
de 5%
R$ 1.101,00R$ 330,00R$ 55,00
R$ 1.500,00R$ 450,00R$ 75,00
R$ 2.000,00R$ 600,00 R$ 100,00
R$ 2.500,00R$ 750,00R$ 125,00
R$ 3.000,00R$ 900,00R$ 150,00
R$ 3.500,00R$ 1.050,00R$ 175,00
R$ 4.000,00R$ 1.200,00R$ 200,00
R$ 4.500,00R$ 1.350,00R$ 225,00
R$ 5.000,00R$ 1.500,00R$ 250,00
R$ 5.500,00R$ 1.650,00R$ 275,00
R$ 6.000,00R$ 1.800,00R$ 300,00
R$ 6.433,57R$ 1.930,07R$ 321,68

Os valores citados consideram o valor bruto, mas a margem consignável é calculada sobre o valor líquido (já sem os devidos descontos).

Para saber qual o limite liberado para a sua margem consignável atualizada, utilize o nosso simulador gratuitamente:

Valor adicional da margem consignável

O valor adicional da margem consignável também é conhecido como margem consignável complementar. O percentual (35%) que é determinado por lei não sofre alteração, mas como a base aumenta, o valor que pode ser utilizado também é reajustado.

Valor do salário mínimoMargem de 30%Margem de 5%
R$ 1.045,00 (2020)R$ 313,50R$ 52,25
R$ 1.100,00 (2021)R$ 330,00R$ 55,00
Fonte: bxblue

Os valores citados consideram o valor bruto, mas a margem consignável é calculada sobre o valor líquido (já sem os devidos descontos).

Dessa forma, a margem consignável complementar total de 2021 é de R$ 19,25 (R$ 385,00 – R$ 365,75).

O aumento provisório vigente de outubro a dezembro de 2020 que fez com que a margem consignável para empréstimo subisse de 30% para 35%, não vale mais no momento.

Portanto, o Aposentado ou Pensionista que já tinha toda a margem anterior comprometida e que recebe até um salário mínimo, terá mais R$ 19,25 para um novo empréstimo consignado. Quem recebe acima, também terá incremento e margem complementar proporcional à diferença recebida.

As demais condições para adquirir o crédito permanecem as mesmas:

  • taxa de juros nominal máxima de 1,80% ao mês;
  • prazo máximo para pagamento de 84 meses;
  • parcelas e prazos fixos;
  • liberação sem consulta ao SPC/Serasa.

É preciso notar, no entanto, a política de crédito de cada instituição financeira já que podem estabelecer parcelas mínimas nos contratos.

Todos os valores contratados voltaram a ter a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras – IOF. Esse tributo federal é acrescido ao Custo Efetivo Total (CET), que simplificando pode dizer se um empréstimo de mesma importância está mais caro ou mais barato.

Como a taxa de juros é outro componente desta conta, vale a pena pesquisar e comparar propostas de diferentes bancos para escolher a mais vantajosa.

OBSERVAÇÃO: para os Servidores Públicos Federais (SIAPE) o prazo limite é de 96 meses, embora a margem consignável seja a mesma (35%).

O que fazer para evitar ter margem negativa?

Um cuidado que os contratantes que efetivaram novas operações no período de outubro a dezembro de 2020 devem ter é que, como o incremento de 5% foi suspenso, mesmo com o aumento atual a margem consignável pode ficar negativa.

Leia tambémRedução da margem INSS: saiba o que pode acontecer em 2021

Nestas situações, vale reavaliar antes os contratos mais antigos para verificar se há possibilidade de refinanciamento ou portabilidade. Ou seja, de renegociação das dívidas anteriores, antes de fazer um novo empréstimo.

Se optar por um novo crédito a recomendação é utilizar o dinheiro para saldar parte das outras dívidas.

Vale lembrar ainda que outras consignações em folha podem alterar o valor da base de cálculo e/ou tornar a margem menor. Por isso, é indicado consultar sempre o Histórico de Empréstimos Consignados que é emitido online e gratuitamente pelo Meu INSS ou ainda pelo aplicativo Meu INSS.


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