9 dicas para economizar no supermercado com alta dos preços

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Publicado em: 15/10/2021

O Dia Mundial da Alimentação se aproxima e, em meio a crise econômica e alta da inflação, a saída para garantir as refeições diárias sem estourar o orçamento é economizar no supermercado. 

Mais adiante, há uma lista com 9 práticas a serem adotadas para reduzir os gastos com compra de alimentos. Veja também as motivações por trás do Dia Mundial da Alimentação e o contexto econômico atual do país que influencia na alta dos preços.

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Dia Mundial da Alimentação: quando e por que é celebrado?

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado no dia 16 de outubro, pois essa foi a data em que foi criada a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), no ano de 1945.

A data existe para promover a reflexão acerca da situação alimentar em todo o mundo. No Brasil, os dados são alarmantes: aproximadamente 19 milhões de brasileiros passam fome no país, conforme o levantamento feito pela Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), referente ao ano de 2020.

O número quase dobrou em comparação a 2018, quando 10,3 milhões de brasileiros estavam em situação de fome. O estudo também aponta que outras 116,8 milhões de pessoas passaram por algum grau de insegurança alimentar, isto é, viveram com falta de acesso regular a alimentos e nutrientes.

Diversos fatores estão por trás do avanço da fome no Brasil e, dentre eles, a crise econômica em decorrência do agravamento da pandemia da covid-19.

Alta dos preços

Em setembro de 2021, a inflação acumulada ao longo de 12 meses alcançou dois dígitos e chegou a 10,25%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A alta da inflação significa que os preços de produtos e serviços subiram de forma generalizada. Para tentar conter a esta alta, o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, recorre ao aumento da Selic, a taxa usada como referência para os juros de operações financeiras do País como empréstimos, investimentos e financiamentos. 

Porém, mesmo após cinco aumentos consecutivos da Selic, a inflação não cedeu. A falta de insumos, a crise hídrica e a desvalorização do real estão entre as principais explicações apresentadas por especialistas para a aceleração da inflação.

Com o aumento de preços, a cesta básica mais barata do país em setembro custava R$454,03, na cidade de Aracaju e a mais cara, R$673,45, em São Paulo, de acordo com o levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). 

Ainda segundo o Dieese, com base na cesta básica mais cara do país, o salário-mínimo deveria ser de R$5.657,66, valor 5,14 vezes maior que o salário-mínimo atual de R$1.100,00.

9 dicas para economizar no supermercado

Diante do avanço dos preços, é preciso recorrer a diferentes meios para conseguir economizar no supermercado. 

Na situação atual, alguns centavos transformam-se em reais nas compras de alimentos e, no fim do mês, o valor poupado pode fazer muita diferença no orçamento. 

Confira a seguir a lista com 9 dicas práticas que podem ser adotadas ao fazer compras em supermercados para trazer alívio ao bolso dos consumidores.

1. Pesquise os preços

A primeira dica – e talvez a mais clássica – para economizar no supermercado e em diversas categorias de produtos e serviços é a de pesquisar e comparar preços.

Diversos fatores influenciam no preço dos produtos de um supermercado, como a localização, por exemplo. Além disso, os custos com itens básicos (água, energia, aluguel) são repassados aos consumidores por meio dos produtos.

Por esse motivo é comum encontrar o mesmo item com valores distintos nas prateleiras de estabelecimentos.

Para driblar a oscilação e encontrar o menor preço, é preciso dedicar um tempo para a pesquisa de valores na internet, em anúncios ou em cartazes em volta do supermercado.

Alguns supermercados oferecem a opção de cobrir a oferta de concorrentes. Nesse caso, é importante verificar as condições para obter a vantagem e se os preços de fato valem a pena.

2. Vá em supermercados atacadistas

Os atacadistas carregam esse nome por venderem produtos no atacado, isto é, em grandes quantidades. 

Normalmente, se o consumidor comprar um mesmo produto em grandes quantidades, o valor de cada item sai mais barato do que de forma avulsa.

Apesar de oferecer mais vantagens para compras maiores, os preços de itens avulsos também podem ser mais em conta nos atacadistas e por isso vale incluí-los na lista de supermercados para pesquisar e comparar preços.

3. Faça uma lista prévia de compras

Além de evitar o risco de esquecer produtos indispensáveis, recorrer à lista de compras ajuda a manter os gastos sob controle (desde que a pessoa não fuja das anotações) e economizar no supermercado.

Saber exatamente quais itens comprar também poupa o tempo gasto no mercado, já que o consumidor só precisa ir diretamente até as prateleiras com os itens listados.

Atualmente existem aplicativos para armazenar a lista de compras no celular, mas ela também pode ser feita no bloco de notas do aparelho ou até mesmo em um papel.

4. Faça compras semanais

As compras semanais podem ser mais vantajosas que as mensais, já que a duração dos produtos são pensadas a curto prazo e, dessa forma, evita-se o desperdício de alimentos.

Também existe uma lógica matemática em recorrer às compras semanais: compras mensais são mais longas e, consequentemente, mais caras que as semanais.

Fixar um dia da semana para ir ao supermercado também evita ir com muita frequência, o que pode dar a falsa impressão de ter feito compras pequenas quando, na realidade, juntas elas se tornam uma grande compra.

5. Monte um cardápio da semana

Pensar nas refeições da semana contribui não somente para a dica anterior sobre as compras semanais, mas também para fazer a lista de compras.

Montar um cardápio aumenta as chances de recorrer a quantidades exatas de alimentos (o que, consequentemente, evita o desperdício) e torna o período de compras mais objetivo. 

Naturalmente, o dia a dia na cozinha se torna mais prático, já que todos os ingredientes já estão em casa.

6. Aproveite promoções

Seja pela proximidade das datas de validade ou baixa demanda de um produto, os supermercados lançam promoções com frequência.

Alguns, inclusive, possuem o “dia de feira”, em que as ofertas acontecem nos setores de hortifruti. 

Nesses casos, é válido se informar sobre quais são os dias com ofertas ou acompanhar os anúncios dos estabelecimentos.

Na tentativa de economizar no supermercado, dedique atenção especial às promoções de vendas casadas e certifique-se de que o valor é inferior aos produtos individuais ou em menores quantidades. Às vezes dois produtos de 250 ml saem mais em conta do que um produto de 500 ml.

7. Saiba quais são os alimentos de cada estação do ano

Diferentemente de alimentos industrializados ou não perecíveis, frutas, legumes e verduras possuem períodos de alta e baixa produção, devido a fatores naturais como a mudança das estações do ano.

Nos momentos de alta produção, os preços ficam mais baixos. Os períodos de baixa produção, por sua vez, os encarece. 

Portanto, pesquisar sobre quais são os produtos naturais de cada estação permite efetuar a compra daqueles que estão na época de colheita por valores acessíveis.

8. Participe de programas de fidelidade

Diversos supermercados possuem programas de fidelidade, com promoções exclusivas para quem é cliente do estabelecimento.

De modo geral, para se fidelizar o consumidor deve fazer um cadastro com seus dados pessoais. O programa costuma ser gratuito, mas alguns estabelecimentos podem oferecer versões pagas.

Além dos descontos em produtos, existem estabelecimentos que ainda premiam os consumidores.

Contudo, antes de se inscrever em um programa de fidelidade, é preciso conferir se as ofertas são vantajosas. Os preços para clientes fidelizados costumam ficar nas prateleiras de produtos.

9. Defina um limite de gastos

Esta dica serve para manter um controle entre os ganhos e gastos de cada mês. Reservar uma parte do dinheiro evita que o dinheiro da alimentação seja comprometido com outras categorias ou que o valores destinados a outras áreas sejam gastos com alimentação.

A ideia do limite de gastos é, justamente, deixar claro ao consumidor quanto de dinheiro ele pode gastar sem estourar o seu orçamento.

O fato de colocar um limite não quer dizer que todo o dinheiro precisa ser usado, entretanto, é possível flexibilizar a regra e antecipar algumas compras ao se deparar com uma boa promoção, se for o caso.

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