Como pagar menos juros no empréstimo consignado?

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Publicado em: 13/10/2021

Uma das muitas formas de fazer o dinheiro render é economizar sempre que possível. A técnica da economia também pode ser utilizada no setor de crédito e o êxito da prática está no conhecimento sobre como pagar menos juros no empréstimo consignado.

A modalidade é, por si só, a mais barata dentre as opções de empréstimo disponíveis por oferecer a menor taxa de juros do mercado. Ainda assim, é possível pagar menos pelo consignado. Continue a leitura para descobrir como economizar com crédito consignado.

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Juros do empréstimo consignado

Para conceder um empréstimo consignado ao aposentado, pensionista ou servidor público, a instituição financeira cobra um percentual sobre o valor emprestado, também conhecido como taxa de juros. 

A taxa de juros nada mais é do que a remuneração pelo serviço prestado pelo banco, com incidência sobre todas as parcelas da dívida. 

O consignado apresenta uma taxa consideravelmente mais baixa que as demais operações de crédito, como o cartão de crédito e o cheque especial. Além disso, os juros cobrados no crédito consignado também são limitados pela legislação; atualmente, com o teto de 1,80% para segurados do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e 2,05% para servidores federais.

Entretanto, as instituições financeiras gozam de autonomia para fixar a própria taxa, desde que ela esteja abaixo do teto, o que faz com que diferentes bancos ofereçam taxas muito distintas.

A liberdade proporcionada às instituições bancárias, por sua vez, está sujeita a fatores externos que influenciam no aumento ou queda dos juros, como a Selic, em altas consecutivas desde o início do ano.

Alta dos juros do consignado

Entre março e setembro de 2021, a Selic (taxa básica de juros) subiu 4,25 pontos percentuais e saltou de 2%, em janeiro, para 6,25%, em setembro.

A expectativa é que haja um aumento de um ponto percentual nas próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) e, até o fim do ano, a taxa supere os 8% ao ano. Veja aqui o calendário do Copom.

A disparada da Selic está associada com a crise econômica vivenciada no país em decorrência do agravamento da pandemia.

A taxa básica de juros funciona como instrumento para conter a inflação quando ela sobe demais, na tentativa de desestimular o consumo e forçar a sua queda. No entanto, os últimos aumentos não foram suficientes para frear a inflação (que chegou a 10,25%) e consequente queda do preço de produtos e serviços; por isso, a tendência é que a Selic passe por novos aumentos.

A Selic é considerada a taxa básica de juros pois ela serve como um parâmetro para os juros de operações financeiras, como investimentos e empréstimos. Portanto, quando a “taxa mãe” sobe, é esperado que os juros das transações também subam. Em outras palavras, a taxa do consignado tende a permanecer em crescimento.

Para entender a tendência, destaca-se que a taxa média de juros do mercado para o consignado público (que costuma ser a menor quando comparada com o consignado INSS ou privado) foi de 1,25% ao mês em julho; 1,28% a.m. em julho; e 1,29% a.m. em agosto.

Como pagar menos juros no empréstimo consignado?

Apesar do cenário econômico pouco favorável, ainda é possível utilizar-se de algumas práticas para pagar menos juros no empréstimo consignado, tanto em novos contratos, como em contratos já celebrados. Saiba quais são as alternativas para cada uma dessas situações. 

Empréstimo consignado novo

Um empréstimo novo é aquele em que o contrato não foi fechado. Isso significa que o tomador pode dedicar um tempo para estudar qual é a melhor opção para suas necessidades.

A principal forma de pagar menos juros no empréstimo consignado novo é pesquisar e comparar as ofertas das instituições financeiras. 

Como mencionado anteriormente, os bancos possuem autonomia para estabelecer a taxa de juros. Para efeito de comparação, as taxas de juros do consignado público apuradas pelo Banco Central entre 22 a 28 de setembro de 2021 variaram de 0,92% a 4,34% ao mês; no consignado INSS, a variação no mesmo período foi de 1,20 a 1,85% ao mês.

Por isso, pesquisar o quanto diferentes instituições bancárias cobram de juros é a principal forma de encontrar a menor taxa.

Como encontrar com facilidade a menor taxa de juros?

Embora essa possa parecer uma tarefa trabalhosa, existem ferramentas que reúnem ofertas de diferentes bancos em um único lugar. Desse modo, é possível encontrar a melhor taxa sem grandes esforços.

O simulador online de empréstimo consignado da bxblue, por exemplo, faz a pesquisa e a comparação gratuitamente. Basta que o usuário preencha informações básicas sobre convênio, margem consignável disponível ou o número de parcelas em que deseja quitar a dívida.

Outra forma de comparar as taxas de juros das instituições financeiras é a partir das tabelas divulgadas pelo Banco Central, atualizadas periodicamente. Veja as tabelas de taxas de juros do BC.

Empréstimos em andamento

Os empréstimos que já estão em andamento, ou seja, aqueles em que o processo de contratação já foi concluído e o tomador está tendo os descontos da parcela folha de pagamento, têm a possibilidade de redução dos juros por meio da operação de portabilidade.

Esta transação consiste na transferência da dívida do consignado de uma instituição financeira para outra, que cobra juros menores.

Embora, por regra do Banco Central, a portabilidade do empréstimo consignado esteja disponível a qualquer momento, normalmente as condições serão melhores quando um percentual mínimo da dívida tenha sido quitado. A quantidade ou valor das parcelas que devem ter sido pagas pode variar de acordo com a instituição financeira, portanto, é preciso verificar junto ao banco as cláusulas contratuais para saber se os requisitos foram cumpridos. 

O banco no qual a contratação original foi realizada não pode negar a concessão de informações e, caso o faça, o consumidor tem o direito de entrar em contato com a Ouvidoria do Banco Central.

Contudo, não são raras as vezes em que a instituição faz uma contraproposta ao cliente, que tem um prazo máximo para dar a resposta final, em torno de 20 dias.

Saiba mais sobre a portabilidade

Uma vez que o contrato está apto para a portabilidade, o tomador deve solicitar ao banco onde a dívida está ativa o DDC (Documento Descritivo de Crédito). Trata-se de um documento com informações sobre quanto ainda é devido à instituição financeira, sem considerar os juros das parcelas a vencer.

Em seguida, o consumidor deve entregar o documento ao novo banco para o qual deseja transferir a dívida. Esta, por sua vez, faz a compra da dívida e formula um novo contrato ao tomador. Ao longo deste processo, o contrato antigo deve ser desaverbado e o mais recente deve passar pela averbação. Como tanto servidores públicos quanto beneficiários INSS podem contar com a averbação online do consignado, essa etapa está mais rápida.

Ao optar por um banco com juros mais baixos e melhores condições de pagamento, o Custo Efetivo Total (CET), que é o valor final da dívida que leva em consideração a taxa de juros, fica menor. No fim das contas, o tomador economizará a longo prazo.

A última edição do Relatório de Economia Bancária publicado pelo Banco Central aponta que a portabilidade poderia ajudar 18,9 milhões de pessoas com contrato de empréstimo consignado em andamento, as quais atualmente pagam juros acima da média. Em dezembro de 2020, 47% dos tomadores pagavam mais de 25% ao ano em juros, enquanto a média estava em 19,7%.

Mas assim como em novos contratos, a pesquisa e comparação de preços é fundamental na portabilidade para de fato garantir a melhor oferta ao tomador e, assim, pagar menos juros no empréstimo consignado e, sobretudo, no valor final da dívida. Afinal de contas, uma instituição financeira pode até oferecer taxa de juros mais baixa, mas se ela cobrar outras taxas, encargos e seguros, a dívida total pode não ser tão vantajosa quanto o esperado.


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